Criatividade: um guia

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Criatividade: um guia

O que é criatividade?


Todo mundo entende o que é criatividade na prática. Mas tentar explicar o que ela é pra outra pessoa não é tão simples quanto parece. É fácil apontar pessoas criativas – atores e atrizes, escritoras e escritores, cientistas – e também obras criativas, como filmes, livros e até empresas. Porém, tentar definir exatamente o que é criatividade pode ser complicado e bastante polêmico.


Mas vamos tentar criar uma definição de criatividade que seja ampla o suficiente, mas, ao mesmo tempo, defina bem o fenômeno da criatividade.


Primeiramente, criatividade é uma habilidade – ela pode ser desenvolvida e melhorada. É claro que, para algumas pessoas, ela vem de forma mais fácil, assim como outras pessoas têm mais facilidade para virar esportistas, ou músicos. Apesar disso, qualquer pessoa pode trabalhar em suas habilidades e se tornar razoável em qualquer atividade – nesse caso, ser criativo.


Em segundo lugar, criatividade tem a ver com ultrapassar as maneiras tradicionais de pensar e agir. Ou seja: existe um jeito padrão com que as pessoas fazem as tarefas e encaram os problemas. Ser criativo é não se ater a esses padrões; pensar “fora da caixa”. 


Por fim, a criatividade é uma ferramenta para desenvolver coisas novas e originais. A palavra importante aqui é desenvolver. Ser criativo não é simplesmente ser imaginativo. Se não há uma contrapartida de realização, de realmente colocar a mão na massa, então não é criatividade.


Resumindo, a criatividade é a habilidade de ultrapassar as maneiras tradicionais de pensar e agir e assim desenvolver ideias, métodos e produtos novos e originais.


A história da criatividade


A ideia do conceito de criatividade é bastante recente. 


O gráfico abaixo (realizado com a ferramente Google NGram Viewer) mostra quantas vezes a palavra creativity aparece em livros ao longo dos anos. Nele é possível perceber que o termo surge nas publicações a partir dos anos 1920, mas só pega tração verdadeiramente depois dos anos 1960.


É claro que a criatividade não foi inventada nessa época – simplesmente o termo, como nós conhecemos, começou a ser utilizado de maneira mais recorrente. Mas a história do conceito de criatividade é mais antiga e interessante.


Por muito tempo, pessoas acreditaram que a criatividade estava no campo do misticismo. A ideia de que existem musas ou seres transcendentais que criam as obras –  e nós somos apenas canais para eles se manifestarem – fez com que por muito tempo se acreditasse que a criatividade não deveria ser estudada pelo campo científico.


Desde os tempos de Platão até a Idade Média, não existia o conceito de criatividade, assim como a ideia de individualidade e autoria como nós conhecemos também não estava desenvolvida. Para os cristãos, por exemplo, todas as obras de arte vem de Deus, e os mortais tem o privilégio – mas não o mérito – de ser canais dessa energia divina.


Com o passar do tempo, no entanto, as coisas foram mudando. Com a emergência da modernidade, vários paradigmas que sempre estiveram presentes na história foram se transformando. No final do século XIX, com o nascimento da Psicologia e outras mudanças na sociedade, as atenções começam a se voltar para o indivíduo e suas capacidades – entre elas, a criatividade.


Dessa forma, a concepção moderna de criatividade nasce, e com ela, pesquisas e estudos sobre seu impacto nas pessoas e na sociedade.


Porque ela é importante?


A criatividade é uma habilidade importante em vários aspectos da vida. Alguns deles são fáceis de imaginar: no trabalho, ou realizando alguma atividade artística, como música, pintura ou teatro.


Mas a criatividade é importante por diversos outros motivos, que por vezes não são óbvios: na vida pessoal, em situações domésticas, em negociações… A capacidade de pensar fora da caixa e criar uma solução inovadora e mais simples pode ser muito útil em cenários que muitas vezes nós não imaginamos como um espaço para utilizar a criatividade.


Em uma discussão, por exemplo, a criatividade pode ajudar a criar soluções que resolvam o problema para os dois lados, e impedir que relações se rompam ou cheguem em um impasse. Mesmo em situações pequenas, como, por exemplo, presentear alguma pessoa querida, a criatividade pode fazer você se destacar – e deixar alguém muito feliz.


Como ser mais criativo?


A criatividade é uma habilidade, e, como qualquer outra, precisa ser exercida para ser melhorada. É como se fosse um músculo; quanto mais você presta atenção em ser criativo e pensar fora do padrão, mais proficiente nisso você vai ficar.


Mas por onde começar? Nós separamos alguns exercícios e práticas para ajudar você a ser uma pessoa mais criativa, independentemente da área em que você queira colocar em prática o conhecimento. 

  • Pare de se importar tanto com a opinião dos outros


Se você vai de fato ultrapassar as maneiras tradicionais de pensar e agir, pode ter certeza que vai receber muitas críticas. Novidades muitas vezes assustam as pessoas, que se sentem ameaçadas com as mudanças. É claro que escutar críticas pertinentes e sempre tentar melhorar faz parte de qualquer processo – mas não deixe que a opinião de pessoas alheias impeça você de agir criativamente.

  • Misture ideias antigas


Muitas vezes, ser criativo significa combinar duas coisas que não parecem ter a ver uma com a outra. Pense no filme Guerra na Estrelas, por exemplo – muitas pessoas descrevem o filme como um filme de faroeste, só que no espaço. Tentar combinar alguns elementos que nunca estiveram juntos antes pode ser o estopim para inovação e criatividade.

  • Desenvolva o hábito de criar qualquer coisa


Como já dissemos, a criatividade é como um músculo. A habilidade de desenvolver soluções inovadoras é a mesma seja em negócios, artes, relacionamentos… Portanto, se tornar uma pessoa criativa em uma área pode ajudar e muito em outra. Procure criar sempre que possível: pode ser escrever, pintar, cantar, bolar planos ou dançar. O importante é gerar o hábito de estar criando sem medo.

  • Desenvolva repertório


Desenvolver a criatividade também tem muito a ver com repertório. É preciso conhecer coisas novas e se empenhar em novas atividades para poder criar de maneira original. Para isso, é importante seguir as seguintes dicas:

a.  Relacione-se com as pessoas 

Todo mundo tem algo para oferecer, e uma ideia brilhante pode vir de qualquer lugar. Fique atento às pessoas e ao que elas tem a dizer!

b. Observe o mundo ao seu redor

É muito comum estarmos vivendo o dia-a-dia mas não prestarmos atenção nas coisas ao nosso redor: as casas, as lojas, as ruas, as pinturas. Tentar ficar ciente do mundo que nos cerca é uma ótima maneira de desenvolver repertório.

c.  Saia da sua zona de conforto

Frequentar os mesmos lugares, realizar as mesmas tarefas, falar com as mesmas pessoas sempre… Provavelmente viver dessa maneira não vai impulsionar ninguém para novas maneiras de raciocinar, sentir e viver. Portanto, sempre, que possível, tente sair da sua zona de conforto. Que tal tentar um esporte novo, uma nova atividade, ou até mesmo comer em um restaurante novo?

d.  Estude muito

Muito já foi dito e escrito sobre quase qualquer assunto no mundo. Portanto, antes de tentar inovar em algum tópico, é importante saber pelo menos um pouco o que outras pessoas já disseram a respeito do assunto. Leia os livros a respeito, procure vídeos e palestras a respeito, tente buscar especialistas na sua área. Com certeza você irá aprender muito – e estará mais apto a criar uma solução criativa.


Com essas dicas, é fácil começar a aplicar a criatividade agora mesmo, em qualquer área do seu interesse. No começo pode parecer complicado, mas com um pouco de persistência, você vai perceber que a criatividade é uma ferramenta que pode mudar a sua vida, e de formas que você nem imagina.

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