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Afinal, o que é depressão? 

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Afinal, o que é depressão? 


A depressão é um transtorno mental, e é extremamente comum. Apesar da abundância de estudos sobre o tema e de ser tema recorrente na mídia nos últimos tempos, ainda existe muito estigma e desconhecimento sobre o tema.


Em primeiro lugar, necessário reconhecer que a depressão é um problema global de grande escala. Ao redor do mundo mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofrem de depressão em maior ou menor grau. Aqui no Brasil, a crise é potencialmente ainda mais séria – nós somos o país com os mais altos índices de depressão da América Latina.


Além disso, ela é a principal causa de incapacitação no mundo, e um fator de peso para a carga geral de doenças ao redor do globo. Em suas piores manifestações, a depressão pode levar à automutilação e até ao suicídio.


A preocupação com a o assunto é ainda maior dado o fato de que menos de metade das pessoas afetadas recebe tratamentos eficazes para a depressão – em alguns países, esse índice é menor que 10%. O estigma envolvido, falta de recursos e de informação, escassez de profissionais preparados para lidar com o tema são alguns dos fatores que acarretam esses números alarmantes.


Ainda há muita confusão sobre o exatamente significa essa palavra. Existe uma incompreensão por grande parte da população sobre a relação de tristeza e depressão, sobre os sintomas causados, sobre o tratamento, e até sobre quem está passível de desenvolvê-la. É isso que vamos explorar aqui. 


Depressão não é tristeza


Tristeza é um sentimento completamente normal. Incontáveis vezes na vida, é esperado que uma pessoa vá se sentir triste. A morte de um ente querido, ser demitido do emprego, término de um relacionamento, brigas familiares… Todas são situações nas quais é plenamente normal se sentir triste. No entanto, a tristeza acarretada por esses momentos difíceis na vida não é o mesmo que estar depressivo.


A depressão é um estado anormal de consciência – não é um sentimento. Quando se está triste, é possível apontar um motivo específico (ou vários motivos), seja ele mais ou menos sério. Além disso, é perfeitamente possível sentir momentos de alegria intercalados com períodos de tristeza frente às dificuldades que a vida apresenta. Pessoas depressivas, por outro lado, ficam tristes com tudo o tempo todo – todas as suas interações com o mundo são filtradas pelo véu dessa situação. 


A depressão não necessariamente requer que algo tenha acontecido. Muitas vezes, na teoria, a vida da pessoa está ótima; e mesmo assim, o depressivo se sente terrivelmente mal. Paralelamente, ela mexe com a autoestima da pessoa. Junto com sentimentos de tristeza, o indivíduo pode experimentar algum tipo de autoaversão e queda na autoconfiança e autoestima.


Se simplesmente se sentir triste não configura depressão, quais são os reais sintomas que uma pessoa depressiva experimenta?

Quais são os sintomas da depressão?


Antes de tudo, é preciso ressaltar que apenas um profissional de saúde mental preparado pode dar um diagnóstico definitivo. No entanto, alguns sintomas são bastante relacionados à depressão e devem ser levados a sério caso você ou alguém próximo se identifique com eles. 


Para caracterizar um quadro depressivo, esses sintomas devem ser recorrentes – no mínimo duas semanas de persistência. A partir desse período, é possível começar a pensar se depressão está dentro das possibilidades. O sintomas podem ser separados, para melhor compreensão, em algumas categorias.


Comportamento

  • não socializar mais;
  • não produzir na escola/trabalho;
  • isolamento de família próxima e amigos;
  • alto uso de álcool ou sedativos;
  • não praticar atividades que costumavam ser agradáveis;
  • difícil de se concentrar;

Sentimentos

  • exaustão;
  • culpa;
  • irritação;
  • frustração;
  • falta de confiança;
  • infelicidade;
  • indecisão;
  • desânimo;
  • tristeza;

Pensamentos

  • Sou um fracasso;
  • Tudo  é minha culpa;
  • Nada de bom nunca acontece comigo;
  • Eu sou inútil;
  • Ninguém gosta de mim;
  • A vida não vale a pena;
  • As pessoas estariam melhor sem mim;

Físicos

  • estar cansado o tempo todo;
  • ficar muito doente e abatido;
  • ter dores de cabeça e musculares;
  • dormir muito ou muito pouco;
  • mudança ou perda de apetite;
  • perda ou ganho significativa de peso;


Prevenção e tratamento precoce.


É possível prevenir a depressão? Esse é um assunto ainda muito em debate dentro da psicologia e psiquiatria, mas estudos recentes mostram cada vez mais que existem sim, maneiras de prevenir – ou pelo práticas que diminuem consideravelmente a incidência de depressão. Vamos conferir algumas dessas práticas.


1 – Terapia


A primeira prática é o acompanhamento terapêutico com profissional de psicologia. Estudos mostram que intervenções psicológicas preventivas podem diminuir a incidência do transtorno, especialmente em casos de recaídas. Outras ferramentas terapêuticas também tem se provado eficazes, com diminuição de até 50% da incidência de depressão em comparação com o grupo de controle.


2 – Exercício físico


Uma das melhores ações para se tomar para prevenir depressão é a prática de exercício físico. Com liberação de vários neurotransmissores no cérebro que levam o cérebro a estados de maior relaxamento, se exercitar também é essencial na prevenção – e até no tratamento – do transtorno depressivo.


3 – Dormir bem


Ter uma boa noite de sono é extremamente revigorante. Dormir um número razoável de horas com constância, no entanto, é ainda mais importante que simplesmente acordar descansado. Estudos relacionam a incidência de insônia com maior índice de depressão; dormir bem à noite, portanto, pode estar relacionado com a prevenção de transtornos depressivos.


4 – Redes sociais


Aqui no blog nós já falamos sobre os problemas relacionando saúde mental com a depressão. Por isso, manter o uso do celular e dos aplicativos em um nível mais baixo também ajuda a prevenir a depressão, ansiedade, etc.


5 – Alimentação


Uma dieta balanceada e saudável é essencial para uma vida equilibrada; mas além disso, ela tem impacto direto em um possível caso de depressão. Por exemplo: dietas com alto índice de gordura alteram o comportamento e podem aumentar o risco de depressão e outras doenças psiquiátricas.

É possível tratar a depressão?


O diagnóstico de depressão, assim como de qualquer outra doença, deve ser feito por um especialista – nesse caso, por um profissional da saúde mental. Procurar ajuda especializada é essencial, pois o diagnóstico é complexo e é importante eliminar outros diagnósticos com sintomas parecidos.


O profissional fará um exame físico e tirará o histórico do paciente para estabelecer os sintomas e possivelmente só depois de um acompanhamento recorrente é que poderá dizer se o diagnóstico realmente é depressão.


Existem alguns questionários que ajudam o profissional a entender a severidade da depressão. A Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton, por exemplo, consiste em 21 questões que resultarão em um grau de gravidade da depressão.


Quanto ao tratamento, eles existem de forma efetiva tanto para depressão moderadas quanto severas. Terapias as mais variadas, como a Terapia Cognitivo Comportamental podem auxiliar no tratamento da depressão dos mais diversos graus. Outra ferramenta que existe são as medicações antidepressivas, que podem ser  adequadas em alguns casos; no entanto, seu uso deve ser extremamente controlado. Esse é outro motivo pelo qual o diagnóstico deve ser feito por um profissional da saúde mental – somente essa pessoa poderá tanto avaliar quanto recomendar o melhor tratamento para o caso específico.

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