As redes sociais fazem muito mal para a saúde mental?

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As redes sociais fazem muito mal para a saúde mental?


Facebook, Instagram, Twitter… O tempo todo, a maioria de nós está conectada em alguma rede social. E, é claro, isso tem um impacto na nossa saúde mental. E precisamos discutir esse impacto.


Não é exagero dizer que as redes sociais estão em todos os lugares. Mesmo as pessoas que usam pouco conhecem o poder que essas ferramentas exercem. E atualmente, cada vez menos pessoas estão fora do ecossistema das redes sociais.


Entre 2018 e 2019, houve um aumento de mais de 10 milhões de usuários nas redes sociais no Brasil. No total, são mais de 140 milhões de pessoas nas redes sociais – o que totaliza 66% da população brasileira.


No mundo, o número é assombroso: são 3.4 bilhões de usuários em redes sociais ao redor do planeta. E o crescimento também impressiona. Em 2019, mais de 280 milhões de pessoas ingressaram nas redes sociais.


No Brasil, 85% das pessoas conectadas acessam a internet diariamente. Nós temos uma das maiores média de tempo conectado no mundo: o brasileiro passa quase 9h30 por dia na internet. E 3h30 deste tempo são dedicadas exclusivamente às redes sociais.

Redes sociais e saúde mental


Tendo em vista esses dados, é importante pensar no efeito que as redes sociais geram nos seus usuários. Em especial, é urgente refletir sobre os impactos das redes sociais na saúde mental das pessoas. Quem usa aplicativos como Instagram e Facebook pode até perceber impactos na própria vida e tomar atitudes de maneira individual. Essa já é uma abordagem positivas, mas ainda é insuficiente: é preciso estudar e entender melhor o contexto geral.

Pesquisas sugerem que o uso das redes sociais está relacionado com uma série de questões de saúde mental. Por exemplo, pesquisas indicam que existe algum tipo de conexão entre o uso das redes e distúrbios alimentares. E esse é só o início da conversa.


Jovens que passam mais tempo nas redes sociais tem mais probabilidade de se sentirem isolados e isoladas. E isso tem chance de gerar um efeito cascata: o isolamento pode acentuar outras questões de saúde mental e acarretar em uma piora do quadro geral. Existe também relações fortes entre o tempo que a pessoa passa em frente às telas e sintomas depressivos.


É difícil apontar exatamente o motivo de todas essas relações negativas das redes sociais. Apesar disso, é possível fazer um levantamento de possíveis aspectos dessas ferramentas que podem levar a esses problemas.

Os riscos das redes sociais


Alguns problemas encontrados nas redes sociais podem ajudar a explicar essas correlações negativas com saúde mental:


Pensando nesses aspectos, é fácil perceber como as redes sociais podem causar danos indiretos. Quanto mais tempo se passa online, mais passível a pessoa fica a ataques virtuais – especialmente entre jovens e adolescentes. Além disso, somos bombardeados por imagens “ideais” o tempo todo através de plataformas como Facebook e Instagram – o que gera problemas como FOMO (ou o medo de estar perdendo alguma experiência) e criação de expectativas não realistas (tanto de perspectivas pessoais quanto de forma física). 


A questão do sono e das redes sociais também é importante na hora de pesar seu impacto na saúde mental. Uma das conclusões alcançadas por uma pesquisa realizada com jovens é que o problema pode não estar na rede em si, mas na diminuição de outras atividades que são positivas para a saúde mental. Ou seja: o uso das redes sociais pode entrar no lugar de uma boa noite de sono ou da prática de esportes.

Pontos positivos?


É claro que não existem apenas pontos negativos nas redes sociais. Elas facilitaram a criação de comunidades e, por algum lado, de socialização. Além disso, houve uma mudança radical na maneira como nós nos comunicamos, o que proporcionou diversas iniciativas interessantes e positivas.


Além disso, as oportunidades de aprendizado disponíveis não só dentro das redes, mas na internet como um todo também podem ser consideradas um ponto bastante positivo de defesa das redes. 


Apesar disso, uma pesquisa de Oxford com 12 mil jovens apontou que as redes sociais tem um efeito quase nulo no bem estar de adolescentes. Ou seja, apesar das grandes possibilidades que essas tecnologias fomentam, o impacto positivo direto na saúde mental dos jovens é bastante limitado – ou até inexistente.


Inclusive, os jovens são os que mais sofrem os efeitos das redes sociais. Por conta da sua suscetibilidade à pressão social e sua capacidade limitada de auto regulação, crianças e adolescentes passam pelo maior risco ao navegar e experimentar nas mídias sociais.

O que fazer?


É claro que é difícil sugerir que alguém saia totalmente das redes sociais. Elas estão presentes no nosso dia-a-dia e muitas vezes são inclusive ferramenta de trabalho. Mesmo assim, existem algumas ações que podem ser feitas para minimizar o impacto negativo das redes nas nossas vidas.

  • Limitar quando e onde você vai usar as redes sociais
  • Prestar atenção no que você faz nelas e como você se sente
  • Pensar nas redes sociais de maneira consciente; se pergunte “porque?” e “para que?”
  • Não permita que as redes sociais substituam sua vida real; faça um esforço para encontrar seus amigos e amigas presencialmente ao invés de simplesmente interagir pelas redes
  • Tenha períodos de “detox


Simplesmente diminuir a quantidade de tempo que se passa nessas redes pode ter um impacto significativo, como mostra um estudo. Simplesmente limitar o uso das redes sociais a 30 minutos por dia já causa uma diminuição significativa nos índices negativos  de saúde mental.


Ao estar ciente dos hábitos que envolvem as redes sociais, buscar sempre entender melhor os efeitos delas no nosso humor e na nossa vida e, especialmente, não abrir mão de interações reais, é possível manter uma relação saudável e duradoura com as redes – até porque parece que elas não vão desaparecer tão cedo.

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